Publico uma tradução do conhecido soneto do "poeta da guerra" Rupert Brooke, intitulado The Soldier, de 1914. Como se verá, abro mão de reproduzir, na tradução, a musicalidade exata do original, embora também a minha versão seja harmoniosa. Aqui, minha preocupação tradutória centra-se na fidelidade literária em termos de mensagem e na manutenção das rimas. Boa leitura.
(Soneto de Rupert Brooke)
If I should die, think only this of me:
That there's some corner of a foreign field
That is for ever England. There shall be
In that rich earth a richer dust concealed;
A dust whom England bore, shaped, made aware,
Gave, once, her flowers to love, her ways to roam,
A body of England's, breathing English air,
Washed by the rivers, blest by suns of home.
And think, this heart, all evil shed away,
A pulse in the eternal mind, no less
Gives somewhere back the thoughts by England given;
Her sights and sounds; dreams happy as her day;
And laughter, learnt of friends; and gentleness,
In hearts at peace, under an English heaven.
A pulse in the eternal mind, no less
Gives somewhere back the thoughts by England given;
Her sights and sounds; dreams happy as her day;
And laughter, learnt of friends; and gentleness,
In hearts at peace, under an English heaven.
O Soldado
(Tradução de J. Souza)
Se eu tiver de morrer, pensem apenas isto em mim:
Que existe algum canto de uma campina estrangeira
Que é para sempre a Inglaterra. Deve haver sim
Nesta rica terra, oculta, uma mais rica poeira;
Poeira que a Inglaterra pariu, moldou, e alerta fez,
Deu, outrora, suas flores a amar, seus rumos a vagar,
Um corpo da Inglaterra, respirando o ar inglês,
Lavado por rios, abençoado por sóis do lar.
Que existe algum canto de uma campina estrangeira
Que é para sempre a Inglaterra. Deve haver sim
Nesta rica terra, oculta, uma mais rica poeira;
Poeira que a Inglaterra pariu, moldou, e alerta fez,
Deu, outrora, suas flores a amar, seus rumos a vagar,
Um corpo da Inglaterra, respirando o ar inglês,
Lavado por rios, abençoado por sóis do lar.
E pensem, este coração a todo mal expelia,
Um pulsar na mente eterna, quando não,
Dá de volta, por aí, os pensamentos que ela a um inglês dera;
Suas visões e sons; sonha feliz como o seu dia;
E sorriso, de amigos aprendido; e mansidão,
Nos corações em paz, debaixo de um céu da Inglaterra.
Um pulsar na mente eterna, quando não,
Dá de volta, por aí, os pensamentos que ela a um inglês dera;
Suas visões e sons; sonha feliz como o seu dia;
E sorriso, de amigos aprendido; e mansidão,
Nos corações em paz, debaixo de um céu da Inglaterra.
*E lembre-se: caso precise contratar trabalho de tradução Inglês-Português ou qualquer outro serviço de escrita (revisão, correção, avaliação textual, ghostwriting etc.), solicite o orçamento através deste formulário.


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